Estados Unidos impõem tarifa de 25% a países que comprem bens ao Irão

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos vindos dos países que comprem, importem ou adquirem bens ou serviços ao Irão.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 7, 2026
2:21

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos vindos dos países que comprem, importem ou adquirem bens ou serviços ao Irão.

A ordem, divulgada pela Casa Branca na sexta-feira, argumenta que as ações de Teerão representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

O documento refere que a emergência nacional relacionada com o Irão foi declarada pela primeira vez em 1995 e foi alargada várias vezes, incluindo sanções aos setores da energia e petroquímica e sanções ligadas a violações dos direitos humanos.

As novas sanções para os países que negoceiam com Teerão, segundo a Administração Trump, são uma consequência do facto de a política iraniana continuar a representar um risco que exige medidas adicionais.

O secretário do Comércio, Howard Lutnick, identificará os países que realizam transações com o Irão, e o secretário de Estado, Marco Rubio, em consulta com outras autoridades, determinará a extensão da tarifa.

Trump poderá modificar a ordem em caso de retaliação por parte de outros países ou se o Irão ou os países afetados tomarem medidas alinhadas com a política dos EUA.

Horas antes, os EUA anunciaram novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao “comércio ilícito” de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

As medidas afetam 14 navios da chamada “frota fantasma” iraniana, 15 entidades – com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia – e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

O anúncio das novas sanções ocorre no mesmo dia em que decorreram negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Omã, que Teerão classificou como “um bom começo” para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.

Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.

As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões “Abraham Lincoln”.

As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.

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